TRIBUNAL DO JÚRI DE PERUÍBE CONDENA MAIS 02 ACUSADOS POR PARTICIPAÇÃO NA MORTE DE POLICIAL MILITAR

No último dia 29 de setembro, em julgamento realizado na Câmara Municipal de Peruíbe, RAFAEL RODOLFO VIEIRA e IVAN LUIZ BISPO foram condenados por terem participado do assassinato do policial militar Sidnei Barbosa de Oliveira, morto na madrugada do dia 29 de janeiro de 2005.

Segundo o apurado, membros de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios do Brasil, desconfiaram que o policial Sidnei havia identificado alguns integrantes de uma quadrilha ligada à facção criminosa, o que teria resultado nas prisões dos integrantes dessa quadrilha.

Em razão disso, SAMUEL ALVES DA SILVA, que à época estava preso na penitenciária de Hortolândia, entrou em contato com ELVIS EVANGELISTA, traficante que atuava em Peruíbe, e determinou a execução do policial Sidnei.

ELVIS, por sua vez, solicitou o auxílio de RAFAEL RODOLDO VEIRA, TIAGO DE AGUIAR MENDES, IVAN LUIS BISPO, FÁBIO LUIZ TRINDADE, CARLOS CORREA e do então adolescente SILAS EVANGELISTA (irmão de ELVIS).

As funções de IVAN e FÁBIO foram transportar as armas e os demais acusados até as proximidade da residência do policial, tendo IVAN ainda ficado incumbido de dar fuga aos acusados após a execução. Já CARLOS, por ser vizinho e conhecido do policial Sidnei, ficou com a função de atraí-lo para fora de sua residência, bem como esconder o armamento utilizado após a execução. As funções de ELVIS, TIAGO, RAFAEL e SILAS, por sua vez, eram de efetuar disparos de arma de fogo quando o policial saísse de sua residência após ser atraído por CARLOS.

Dessa forma, na madrugada de 29 de janeiro de 2005, CARLOS compareceu à residência de Sidnei e solicitou um medicamento, sendo prontamente atendido pelo policial. Quando Sidnei saiu de sua residência para entregar o remédio solicitado, foi alvejado por 28 disparos de arma de fogo (4 revolveres calibre 38 e uma espingarda calibre 12) efetuados por ELVIS, TIAGO, RAFAEL e SILAS.

Em seguida, CARLOS recolheu as armas e os projeteis e os escondeu na casa de RONALDO FERREIRA GOMES, o qual responde por porte de arma de fogo.

ELVIS já havia sido julgado e condenado pelo Tribunal do Júri de Peruíbe no ano de 2011 a uma pena de 14 anos de reclusão.

Há alguns dias atrás (15/09/2016), foi a vez de CARLOS ser julgado e ao final condenado pelo Tribunal do Júri a uma pena de 13 anos e 06 meses de reclusão.

Na semana passada (29/09/2016), RAFAEL e IVAN foram submetidos à Júri Popular, tendo os jurados acolhido os argumentos do Ministério Público de Peruíbe de que RAFAEL foi responsável por ter efetuado o primeiro disparo que atingiu o policial e de que Ivan foi o responsável por ter levado parte do grupo e das armas ao local e em seguida ter dado fuga aos acusados após a execução. Os jurados rechaçaram ainda os argumentos dos defensores do acusado no sentido de que as qualificadoras constantes na denúncia não estavam presentes e de que o réu IVAN não teria levado os executores dos disparos ao local do crime, bem como refutaram a alegação subsidiária da Defesa de IVAN de que sua participação, caso ficasse demonstrada, teria sido de menor importância, já que ele não havia efetuado os disparos fatais.

Diante do veredicto a que chegou o Conselho de Sentença, a Magistrada que presidiu a sessão aplicou uma pena de 12 anos de reclusão a ser cumprida em regime inicial fechado em relação a RAFAEL (responsável pelo primeiro disparo); e uma pena de 15 anos e 09 meses de reclusão a ser cumprida em regime inicial fechado em relação a IVAN (responsável por ter levado parte dos executores e parte das armas ao local e por ter dado fuga a eles).

O Ministério Público, por não ter se conformado com as penas aplicadas pela Magistrada, recorreu da sentença visando a aumenta-las.

Os réus SAMUEL, FÁBIO, TIAGO e RONALDO serão julgados no mês de março, em julgamento que ocorrerá mais uma vez na Câmara Municipal de Peruíbe.

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2 respostas para TRIBUNAL DO JÚRI DE PERUÍBE CONDENA MAIS 02 ACUSADOS POR PARTICIPAÇÃO NA MORTE DE POLICIAL MILITAR

  1. Lucas D. Lima disse:

    O que interessa p sociedade é o cumprimento de pena, ainda mais em uma caso desses, com réus extremamente perigosos. Gostaria de saber se saíram presos do plenário ou a juíza sentenciante deixou a sociedade sem resposta e expôs os jurados a saírem pela mesma porta q saíram os assassinos??

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